quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Quem não tem Medo da Evasão ?



Prof. Roney Signorini
Assessor e Consultor  Educacional
roney.signorini@superig.com.br

É um fantasma que assusta a todas as IES, desde suas fundações e as acompanha ano a ano, sem dar tréguas com sustos enormes.

De acordo com dados do Inep, a taxa anual média total de evasão no ensino superior brasileiro oscilava de 20 a 26% mas nos últimos anos beira a 33% no presencial. Mais do que preocupante, podemos estar a um passo de desmanches institucionais.

A evasão anual é maior nas IES privadas, cuja taxa média variou de 26% contra 12% das IES públicas. Entre as públicas, as municipais respondem pela maior taxa de evasão anual, enquanto as comunitárias e confessionais mostram uma taxa maior que as particulares, entre as privadas.
A taxa de evasão anual verificada nas faculdades (29%) foi quase duas vezes
maior do que a observada nas universidades (19%) e centros universitários (19%). O volume Brasil é de 25%.
No mundo há os registros porcentuais de Japão 07, Turquia 12, Inglaterra 17, Coréia 22, Alemanha 30, México 31, USA 34, França 41, Suécia 52 e Itália 58,.

Pelo visto, é um fantasmão internacional, e claro, que preocupa as privadas, embora todas saibam intimamente os motivos que iniciam pela imprópria aplicação de um seletivo mal cuidado, porque há pressa em interiorizar os candidatos em detrimento da concorrência, .quando sabidamente as perdas de estudantes que começam mas não terminam o curso geram desperdícios sociais, acadêmicos e importantemente econômicos com perda de receitas. No setor público, nem se fala quanto ao retorno. A situação/condição  provoca ociosidades de ponta a ponta: professores, funcionários, espaços físicos e equipamentos.

Preencher as vagas é condição fundamental para a sustentabilidade do projeto acadêmico institucional, mas é preciso ir além e buscar o melhor aluno possível, aquele mais preparado para aprender e para contribuir como discente, envolvendo-se com a sua formação até o final, sem evadir. E eis que está começando nova temporada de vestibulares/seletivos. Com certeza, com os mesmos vícios e afoitismos.
Inseridas num contexto altamente competitivo as universidades americanas implantaram departamentos de recrutamento, de admissão, de orientação financeira, de egressos, dentre outras estruturas, criaram estratégias e táticas e aprenderam a captar e a manter os melhores alunos possíveis. Atualmente elas contam com alunos do mundo inteiro. No Brasil vivenciamos o mesmo contexto competitivo, mas a maioria das IES ainda não conta com uma gestão capaz de cuidar de todo o processo de captação e principalmente de retenção de alunos, indo até a implantação de uma política de egressos eficaz.
(Visite o site www.consae.com.br)

A rigor, a evasão não se dá uniformemente ao longo dos anos em razão das curvas sócio-econômicas mas os registros informam as diversas razões como cancelamento, trancamento, transferência e desistência, embora os dados sejam imprecisos porque falta fidedignidade, os quais devem(riam) ser coletados com precisão pelas IES, em seus próprios proveitos. Algumas IES brasileiras, não todas, já possuem importantes ações neste sentido, o que demonstra que estão no caminho e cuidando da gestão.

Evasão não é resultado obtido isoladamente sem o cotejo de variáveis como a
da inserção geográfica na região, no estado e no município, se a instituição é pública ou privada, passando pela forma de organização acadêmica e principalmente por área do conhecimento e por cursos.

Evasão no EAD
O Mapa do Ensino Superior, elaborado pelo Semesp, indica que a evasão nos cursos modalidade EAD, em 2011, atingiu a cifra de 42%, representando um crescimento de 8% em relação à evasão do ano anterior.
Neste segmento existem outras preocupações e motivações embora o valor da mensalidade seja aquém do presencial. Importa saber com boa pesquisa as reais razões embora sinalizações fornecidas pelos próprias alunos indiquem despreparo intelectual, falta de disciplina/comportamento frente à novidade, determinação pessoal, carências de equipamentos, não existência ou não frequência aos polos presenciais, postura solitária ( sem grupos ).
Se a evasão nos presenciais é preocupante, o que não dizer dos cursos em EAD ?
Enquanto isso, o bônus demográfico está passando ao largo, suscitando medidas urgentes de inovação porque o mundo está mudando eixo e órbitas.
Lembrando ainda que hoje, hoje, temos cerca de 8 milhões de estudantes na porta do Enem se conduzindo para 2 milhões de vagas superiores. Isso hoje.

sexta-feira, 11 de outubro de 2013

Professor, meu herói



Prof. Roney Signorini
Assessor e Consultor Educacional
roney.signiorini!@superig.com.br

“Os analfabetos do século XXI não serão aqueles que não sabem ler e escrever,
mas aqueles que não sabem aprender, desaprender e reaprender.”
Alvin Toffler

Nesta semana o blog ABMESEDUCA está dedicando atenção à carreira docente, a fatos e casos que ilustram essa profissão, com otimismo que a engrandecem, a cujo saber e dedicação até mesmo um imperador se curva reverentemente. São inúmeros os casos, contados pelos que vivenciam(ram) as condições mais adversas de aceitação, condescendência, transigência e tolerância diante da ignorância e do semialfabetismo que subjuga milhões de brasileiros. Sempre com um trabalho paciencioso e silente, esses profissionais tentam resgatar jovens do cativeiro da ignorância, de quem quer promover o ser humano – em alguns rincões somente com uma tosca lousa, um lápis e um caderno, mas com a determinação e a fé de um sacerdote, ao qual não raras vezes são perigosamente comparados. São figuras de que o calendário, a história e até mesmo o governo pouco se lembram, mas, que numa faina diária dão o melhor de si. Buscando encontrar o desconhecido ou o nada. Exuviabilidade(1) de todos os dias, semanas, meses e anos a despojar-se de orgulhos e vaidades em prol da elevação da cultura de meninos e jovens.

Nesse percurso cotidiano, professores do ensino superior, todos eles sem exceção, têm vivido situações bizarras e inaceitáveis em sala de aula. Vivência de horrores inexplicáveis,  ao deparar-se e confrontar a educação do nível anterior e se tome pela interrogação de o que aconteceu? o que ocorreu? São várias as respostas mas poucas absolvem o aluno, o meio social, a docência, os cursos de formação, a condição econômica, o locus onde vive, etc. etc,
ficando até mesmo antes do ensino 1.0. Nada justifica que um aluno, tendo chegado a esse estágio, ignore o que seja uma preposição, que existem verbos transitivos e intransitivos, não saiba resolver equações nem extrair uma raiz quadrada, ignore onde ficam os Andes e pouco conheça de história mundial ou pátria e seja incapaz de articular duas ou três frases coerentes. O problema, no entanto, está numa área muito mais crítica do que a superfície linguística do texto. Nosso aluno não aprendeu a pensar, nosso aluno não tem informação e, quando a tem (muitas vezes de forma descontextualizada e fragmentária), não sabe onde colocá-la. Nosso aluno não sabe ler e, não sabendo ler, não lê o mundo que o cerca. Essa é a tragédia da nossa educação básica, que se espraia ao superior. Chegarão como tsunami em 2014 pois são mais de sete milhões no Enem  de 2013.

Os psicólogos descobriram o “déficit de atenção” ou com as carências sintáticas(raciocínio), pedagogos criaram métodos e sistemas (2.0 – 3.0) mas os vocabularistas põe a culpa na falta de leitura.
Todos apontando deficiências e críticas a mão cheia sem trazer resultados. Aliás, o novo acordo ortográfico foi adiada para sua implementação para o final de 2015, mas os jornais continuam misturando o verbo “por” com a preposição “por”. Enquanto fim-de-semana tem hífens, final de semana não tem, e por aí vai. Não seria exatamente na língua na qual está o problema? (Vide o anexo, prova de redação de vestibular, mas esteja sentado ao ler. O tema? imagine qualquer um.). É de ser tomado por paroxismo.

Enquanto o governo não investir pesadamente em melhores salários aos professores da educação fundamental e média, em reciclagem docente, em escolas mais bem equipadas, que sejam um espaço de interação, de descoberta, de criatividade, de conhecimento, de prazer, mais profundo e largo será o fosso entre dois Brasis: o do ensino público e o do particular.

Essa situação inverte-se, no entanto, quando o jovem chega à universidade. As poucas instituições públicas ficam com a parcela de jovens mais bem preparada, enquanto as particulares – cuja hegemonia é patente no ensino superior – apesar de seu trabalho hercúleo, herdam o espólio da quase finada educação pública e amargam os índices do MEC.

Enquanto o governo não encarar com interesse e seriedade a educação, pilar fundamental para a sustentação da sociedade e da economia, não serremos um país desenvolvido e nos tornamos presa fácil de qualquer aproveitador.

Não nos dá orgulho nenhum ler a notícia publicada no Portal Terra-Educação, no último dia 3:
Brasil fica no penúltimo lugar em ranking de valorização do professor.
País está na frente apenas de Israel entre 21 nações avaliadas. China lidera lista, seguida por Grécia, Turquia e Coreia do Sul  -  3 de Outubro de 2013•11h42
Ranking mede o status dos professores em diferentes países
O Brasil ficou na penúltima colocação entre 21 nações em um índice sobre a valorização dos professores divulgado nesta quinta-feira pela fundação internacional Varkey Gems, sediada em Londres. O País está à frente apenas de Israel no status dado aos seus educadores. Em primeiro lugar aparece a China, seguida de Grécia, Turquia, Coreia do Sul e Nova Zelândia.
Os 21 países analisados foram selecionados pelo desempenho no Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa, na sigla em inglês). Em cada nação foram feitas 1 mil entrevistas que levaram em conta o status do professor, a recompensa recebida pelo trabalho e a organização do sistema de ensino.

Difícil dizer o que é mais penoso: andar, no passado, em lombo de burro e trocar a alfabetização por saco de mangas e galinhas, ou transitar, hoje, pela cidade em três turnos, de trem, ônibus e metrô para “cobrir” três ou mais instituições de ensino, além de se sujeitar a ouvir impropérios, quando não, alguns tapas e socos. Os professores são os Sísifos hodiernos que insistem em rolar pedra morro acima para tudo refazer no dia seguinte.

Para descontrair, não há professor que não acumule casos e “causos”, talvez muito piores do que os relatados a seguir e ocorridos em sala de aula a se indagar:  é comédia ou tragédia?

Orientado pela professora de Produção Textual a consultar o Aurélio (que estava numa estante na sala) e sabendo que na classe não tem ninguém com esse nome, o aluno sai pela faculdade a procurar o dito-cujo nos corredores e na praça de alimentação. Pode ?

Ao “colar” de um colega e não querendo que as provas parecessem iguais, o aluno trocou sesmarias por três Marias. Pode ?

O professor pediu aos alunos que indicassem na folha de prova o nome, o número e a habilitação (PP, RTV, JO, RP). Um deles, preocupadíssimo, diz que ainda não tem carteira de motorista. Pode ?

Em 1988, o professor de Introdução ao Jornalismo depara-se com um texto sobre a olimpíada de CU. Levou um tempo, para ele descobrir que era a Olimpíada de Seoul. Pode ?

Quem viver verá.

(1)larva que/quando troca a “casca” antes da transformação em libélula.



quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Nada é mais certo do que as mudanças



Prof. Roney Signorini
Assessor e Consultor Educacional
roney.signorini@superig.com.br

No Brasil os mais idosos, com experiência bastante, dos idos de 1950 até 2010,  jamais se arriscariam a “profetizar” o que viria na década seguinte pois  ninguém tem bola de cristal da melhor qualidade, sobretudo se turva como a nacional, diante de tantos altos e baixos em todos os setores da vida brasileira: é na política, na economia, na religião, educação, nas comunicações, na indústria e comércio, etc. etc.

Na década de 60, em visita ao Brasil, Herman Khan, físico, matemático, pensador militar e estrategista futurólogo, deu um chutão com o “parpite” de que seríamos a nação mais pobre do planeta no ano 2000. Tinha robustíssimos 150 quilos mas um QI=200, de dar inveja, desfrutando de amizade íntima com todos os presidentes americanos. Um “encantador de presidentes”, não de serpentes. Faleceu em 1983 sem assistir a nada do que prognosticava.

Luiz Almeida Marins Filho, da Anthropos Consulting visitou o SEMESP para uma palestra no ano de 2001 encantando, como de hábito, com o tema O Brasil e os Desafios do Século XXI, que só chegaria dez anos depois. Deu seu recado. Não é futurólogo mas competente antropólogo, daqueles com rara percepção das coisas e do mundo, que conhece o passado e vê mais longe do que um binóculo.

Na ocasião, centrava suas inúmeras considerações, com total certeza e domínio , bastando que as pessoas admitissem, aceitassem e concordassem que a alavanca de tudo é o novo, a mudança, a transformação.  Para os que acreditaram nele  foi acerto total. É a intuição à flor da pele, inteligência e muita cultura. E falar sobre o novo não é tanta novidade assim. Depende muito de quem fala e pratica, sempre atrás do diferente.
Vale relembrar aqui algumas abordagens da sua exposição, que se concretizaram, na duríssima realidade como a de que “Correrá sérios riscos quem ficar esperando para ver o que acontece”, pois, num mundo em extrema mudança, a atitude correta das pessoas é (deve ser) também a atitude de mudar. Sobretudo ao considerar-se que a instabilidade surge pelos motivos da globalização, inexorável, e o ciclo de vida curto dos produtos, e que nada ficará fora da competição global, nada.

Dizia o prof. Marins “que num mundo como este, a única certeza estável é a certeza de que tudo vai mudar”. Sem a atualização, mas com a tendência de acomodação, ficamos obsoletos pelo medo do novo, do desconhecido. Somos cobrados por  grande determinação, para uma constante aprendizagem. Com a internet, 300 anos de jornal podem ser transmitidos em 1 segundo – 1 trilhão de bits por segundo. Ultrapassamos os terabits em tecnologia.

Quando tudo mudar, quando tudo se transformar, restará sempre um “novo” por ser descoberto. “Assim, o mundo mudou, o Brasil mudou e os caminhos que nos trouxeram até aqui não são do mesmo tipo e espécie dos que nos conduzirão daqui para a frente.”, enfatizava Marins.

Como vivemos numa sociedade espantosamente dinâmica, instável e evolutiva, com um mundo em constantes transformações, todos buscamos novos caminhos deixando sonhos acabados para trás. Paradoxalmente, novos caminhos e com prováveis novas dificuldades. Acabaram os lucros fáceis, não estamos competindo internamente com as empresas brasileiras. A briga de hoje é com o globo.
Quando os custos definiam os preços hoje é quanto o mercado está disposto a pagar, porque o “poder” também mudou de lugar, saindo da empresa para a mão do cliente. Exagerando um pouco, cobrando que ela seja diferente e agregue diferenciais.

O ponto alto da palestra de Marins foi a ênfase, ainda hoje atualíssima, sobre a inovação e criatividade, abordagem que esbofeteia os resistentes, tradicionalistas e conservadores de plantão.
Dizia ele que é preciso inovar, não dá para só copiar, é preciso reinventar. Máximas que o setor do ensino precisa apropriar e exercitar diariamente, aproveitando toda a informação, todas as informações que se acumulam no caldeirão educacional, senão corremos o risco de ficar obsoletos e virar fóssil. Sobretudo porque o setor é exclusivo na prestação de serviços, digamos, o Novo Nome do Jogo: atendimento ( anseios, ambições, desejos e vontades ). Não é nada difícil interpretar isso.
E mais, ninguém entra em qualquer jogo para perder. Ninguém passa pelas diversas rodadas sem ter pego/recebido um “coringa”. Seria o máximo do azar, caia fora porque um componente do sucesso também é a sorte.

É premente a necessidade de uma avaliação corajosa, com a percepção extremada de que há cursos “velhos”, com conteúdos pretéritos, com corpo docente “cansado-acomodado”, laboratórios ultrapassados, com bibliotecas desatualizadas etc. etc.
E não basta só olhar para dentro, para o próprio umbigo.
Por exemplo, quanto a evasão do ensino médio quando a presença ( universalização ? ) de crianças na escola ( básico ) é de 90%, quando há mais de 3 milhões fora dele, e o que é mais grave, em idade escolar própria. Até aqui não é notícia nova mas velha.

Quanto ao ensino médio a coisa é mais brava ainda pois a média brasileira relativa à freqüência não atinge 83%, embora no nordeste o índice seja 48%. Ou seja, há uma grande massa de jovens despreparados para o Brasil de hoje e de amanhã. E, sem medo de errar, dentre as causas da evasão estão os currículos e conteúdos que não despertam interesse nos alunos porque não têm na mira o objetivo de se chegar à universidade. Portanto, não têm um caráter terminal, não se consegue uma “conclusão de curso”. Ficam faltando vários dentes na dentadura. Não dá pra mastigar.
E a razão é simples, franciscana: muitos jovens precisam ajudar suas famílias ( foram gerados para isso ), deixam a escola para ir ao mundo do trabalho, sem perspectivas de bons salários em razão do nível de escolaridade. Assim, a escola brasileira é ineficiente e ineficaz. Não se transforma, não inova, não muda, é rançosa e medrosa.

Dito pelo não dito, as IES precisam estar preocupadas, afora os órgãos e autoridades educacionais que ficam com picuinhas, querendo construir jardins nos topos dos prédios, como um cretino, na China, que só se satisfez quando plantou uma floresta na cobertura, mas em bom tempo os condôminos o obrigaram a se desfazer dela.

O assunto é saboroso para um espaço exíguo, mas tem tudo a ver com o novo  e a transformação de propósitos, intenções e objetivos, ao menos na tentativa da adoção de reformas para a consecução de ideais educacionais realistas.
Os cursos técnicos e tecnológicos estão aí para degustação, sem erro, e sob as expensas do governo. 
Quem mandou atuarem com incúria sobre o Básico e Médio ?
Não foi por falta de aviso das mantenças superiores, que estão pagando o pato com laranja quando lhes bastariam uma modesta refeição.

Resgate de Caminhos ao Técnico e Tecnológico



Prof. Roney Signorini
Assessor e Consultor Educacional
roney.signorini@superig.com.br

Atribui-se as mazelas encontradas no ensino superior, quanto à formação obtida até essa etapa, àquelas desenvolvidas/aplicadas no Fundamental e Médio.

O Fundamental, antigo Ensino de Primeiro Grau, ganhou novos horizontes com o advento da LDB (1996), promovendo a fusão dos antigos curso primário – com quatro anos de duração – e do curso ginasial – também com quatro anos, este último considerado ensino secundário.

A duração do Fundamental foi ampliada para nove anos pela Lei 11.274-2006 quando passou a abranger a Classe de Alfabetização – CA - , (momento anterior à 1ª. série, com matrícula obrigatória aos seis anos de idade) que, até então não fazia parte do ciclo obrigatório.
Nas redes públicas (Estado e Município) e particular, a alfabetização só era realizada na 1ª. série, que não contava como agora com a Classe de Alfabetização.

Assim, a 1ª. série se colocou no 2º. ano de estudos do Fundamental, sendo concluído na 8ª. série, no 9º. ano. Críticas à parte, só para complicar a cabeça da criança, depois de ter estudado nove anos termina o ciclo pela 8ª. série.

No Brasil, o Ensino Fundamental está dividido, na prática, em dois ciclos: o primeiro correspondendo aos cinco anos iniciais – chamado de anos iniciais do ensino fundamental--, com um único docente regente e o segundo ciclo correspondendo aos anos finais quando o trabalho pedagógico é desenvolvido por uma equipe de professores especialistas em diferentes disciplinas, cujos conteúdos serão a base para a continuidade no ensino médio.
De supor que a criança estaria com 15 anos.

Até 1967 o ensino médio (antigamente chamado de segundo grau) compreendia três cursos, todos desenvolvidos em três anos: o Científico, o Clássico e o curso Normal chamados de “colegial”, igualmente se supondo estar o jovem preparado para ingresso no ensino superior, com 17 para 18 anos de idade.
O ensino técnico é um nível ou subsistema de ensino enquadrado no nível médio dos sistemas educativos, referindo-se normalmente a uma educação realizadas que conferem diplomas profissionais, constituindo uma modalidade de ensino vocacional, orientada para a rápida integração do aluno no mercado de trabalho.
No Brasil, o ensino técnico é voltado para estudantes de ensino médio ou aos que já possuam este nível de instrução. Pode ser realizado por qualquer instituição de ensino com autorização prévia das secretarias estaduais de educação ou secretarias estaduais de ciência e tecnologia, dependendo do Estado. Seria um nível intermediário, ensanduichado entre o ensino médio e o ensino superior.
São três as modalidades para a educação profissional de nível técnico:
Ensino técnico integrado
O aluno faz o curso técnico integrado ao ensino médio, obedecendo à opção de curso técnico feita no processo seletivo. Nesse caso, o aluno deve ter concluído o 1° ano do ensino médio, para assim dar início ao curso técnico.
Ensino técnico com concomitância externa
O aluno faz o curso técnico simultaneamente ao ensino médio cursado em outra instituição. Nesse regime, o aluno deve estar cursando, o 2º ou 3º ano do ensino médio, para efeito de matrícula no respectivo curso técnico.
Ensino técnico subsequente
O aluno aprovado no processo seletivo e portador do certificado de conclusão do ensino médio ou equivalente, pode iniciar o curso técnico pretendido.

Recentemente, o FNDE, pelo Conselho Deliberativo, baixou a 
RES. Nº 30, de 5 de JULHO/ 2013, que estabelece procedimentos para o pagamento da Bolsa-Formação Estudante às mantenedoras de instituições privadas de ensino superior e de educação profissional técnica de nível médio, ofertada na forma subsequente, no âmbito do Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec). Sua fundamental legal está baseada na Constituição Federal de 1988, Título VIII, Capítulo III; -- Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996; -- Lei nº 12.513, de 26 de   outubro de 2011; -- Portaria MEC nº 160, de 5 de março de 2013; -- Portaria MEC nº 168, de 7 de março de 2013.

Primeiro caminho :  Sisutec
Sisutec – Sistema de Seleção Unificada da Educação Profissional e Tecnológica pe um sistema informatizado, criado para ser monitorado pelo MEC, tendo como objetivo oferecer bolsas de estudo para que alunos de baixa renda possam ter acesso a cursos de
Ensino Técnico Superior de qualidade.
Por esse sistema as instituições técnicas de Ensino Superior, públicas ou privadas, oferecem vagas gratuitas para alunos que fizeram o Ensino Médio em escolas públicas
(ou em escola particular desde que tenha tido bolsa integral) e que possuam baixa renda.
É imperativo que o canidato que desejar se inscrever no SISUTEC tenha feito a prova do Exame Nacional do Ensino Médio – ENEM, apresentado um bom desempenho e não tenha obtido nota zero na redação.
Acessando o link indicado, o leitor pode esclarecer dúvidas: http://sisutec.mec.gov.br/tire-suas-duvidas
Pela seleção de agosto estavam relacionados 120 cursos ofertados por centenas de escolas no país, com milhares de vagas à disposição.

Segundo caminho : PRONATEC
Em 28 de abril de 2011, foi lançado o PRONATEC, Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego, com o objetivo de aumentar o número de escolas técnicas no Brasil e a quantidade de alunos da Escola Técnica Aberta do Brasil (E-Tec).
O Progrma tem várias iniciativas :
Expansão da rede federal de educação profissional, científica e tecnológica que já conta com 350 unidades em funcionamento;
Programa Brasil profissionalizado – integração ao ensino médio nas redes Estaduais, em parceria com o Gov. Federal;
Rede e-TecBrasil – oferta de cursos em EAD;
Acordo de  Gratuidade com os Serviços Nacionais de Aprendizagem – SENAI - SENAC – SESC – SESI;
Fies Técnico e Empresa  e 
Bolsa Formação

Os cursos superiores de tecnologia constituem um tipo de curso da educação superior do sistema de educação profissional brasileiro. Trata-se de cursos de graduação que conferem o grau de tecnólogo ao seu concluinte.

Sendo parte da educação profissional, são cursos cuja vocação é atender a demandas específicas do mercado de trabalho. Os primeiros cursos de tecnologia datam da década de 1970 e hoje são ministrados em todo o Brasil, tanto em instituições públicas como em instituições privadas.
Os cursos superiores de tecnologia são abertos a candidatos que tenham concluído o ensino médio ou equivalente, abrangendo diversos setores. Os graduados neste cursos denominam-se "tecnólogos" e são profissionais de nível superior, especializados em segmentos de uma ou mais áreas profissionais com predominância de uma delas. São autorizado pelo Ministério da Educação (MEC) e, assim como os bacharelados e licenciaturas, confere diplomas de graduação, possibilitando a continuidade dos estudos em especialização (lato sensu) e pós-graduação (stricto sensu).Para não haver erros ou equívocos na escolha da área profissional convém consultar o site http://pronatec.mec.gov.br/index.php
Atualmente são classificados em 44 eixos tecnológicos -- áreas profissionais (veja a RES. Nº 4, de 6 de JUNHO de 2012, da CÂMARA DE EDUCAÇÃO BÁSICA -  CONSELHO NACIONAL DE EDUCAÇÃO.

Por atenderem sempre as necessidades específicas das empresas conquistam cada vez mais espaço no mercado, com extraordinário crescimento na última década.
Dados do INEP (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais) informam que estes cursos cresceram muito sendo que em 2002, existiam no país 636 cursos tecnológicos e onze anos depois estão perto de um milhão.
Em 2008, o país contava com 539 mil matrículas, número que subiu para 680 mil em 2009, aponta o MEC.