segunda-feira, 20 de junho de 2016

Atraso e Estagnação Colidem com Inovação



Prof. Roney Signorini
Assessor e Consultor Educacional
signorinironey1@gmail.com

Nada é mais pertencente, como conteúdo e continente, do que inovação em educação, sem a qual o conhecimento perece e fenece.

Enquanto muitos anseios não passam de ilusões travestidas de perspectivas, é imperativo saber que o ponto terminal das ilusões será sempre a decepção. Para os crédulos, dominados por esperanças,  mas não para os céticos, a inovação decorre de discursos,  mas não de efetivas iniciativas da conversão de pesquisa em resultados, precípuos.
Buscando um socorro em Houaiss:
Inovador : tornar novo; renovar, restaurar, que ou o que inova; novador.
Inovar : introduzir novidade; fazer algo como não era feito antes.
Inovação : ação ou efeito de inovar; aquilo que é novo, coisa nova, novidade;
qualquer elemento ou construção que surge numa língua, e que não havia numa fase mais antiga ou na língua-mãe ( o neologismo )

Assim, a provocação léxica ou semântica é perturbadora a identificar-se o que de novo realmente existe na progressão histórica nas ações educativas dos séculos.
Em seu discurso de posse como ministro da Educação, que ora está deixando a pasta, disse: "Devemos nos contentar com programas incrementais ou devemos ousar, inovar e dar salto de qualidade? Temos de dar o salto. A hora é agora".
Dois anos depois, de fato, restaram programas incrementais e melhoria na execução de projetos, porém herdados. Não houve ações estruturantes que atacassem os grandes gargalos, como a baixa qualidade do ensino médio ou a baixa atratividade do magistério. Foi um “copia e cola” em muitas das ações dos antecessores.

Conforme Rogério Cerqueira Leite, “A partir do surgimento, talvez em Bolonha (Itália), a instituição que hoje chamamos de universidade teve uma missão monolítica: gerar e difundir conhecimento. Embora ainda haja equívocos quanto à sua missão, um grande progresso foi alcançado quanto à compreensão da sua importância para a civilização.
Após anos de proselitismo, parece que algumas verdades finalmente se tornaram autoevidentes. Hoje todos reconhecem que sem capacitação tecnológica não há desenvolvimento econômico e que sem atividade de pesquisa em ciência não há inovação. Por conclusão, sem universidades de qualidade não há desenvolvimento econômico e social. “


Se inovação é o mote do dia, busquemos mais com as colocações a seguir.
O que precisamos fazer para sair do imobilismo ?
Imobilismo é medo. Medo dos desafios pois acostumou-se às zonas de conforto nas décadas de 80-90 e até 2000. Senão também, incapacitados de pensar em caminhos diferentes, criar alternativas, ter ideias que inovem e gerem resultados. Com tais bloqueios perde-se grandes oportunidades.

Conforme Marcos Cintra, “no Brasil não temos a cultura de desinibir a capacidade criativa pois as regras sociais são restritivas, como o medo de errar, que destacam a concordância e a acomodação, em vez da ousadia e da descoberta pelo novo.”

Ultimamente, a mídia resolveu adotar a pauta da inovação tecnológica estabelecendo um colar de tags,  preponderando as palavras investimento, tecnologia e empreendedorismo, consagrando a esse tripé a condição de sustentação da evolução, da inovação e de forças capazes de alavancar o futuro nacional.

É preciso pensar diferente:  inovação é sobretudo criar ideias que geram resultados. Refletir sobre a capacidade inovadora, potencial inerente a todo ser humano,  é oportunidade para destacar a criatividade que precisa somente ser provocada para se manifestar. Estas são, dentre outras, as condições para um processo criativo desenvolvido no CPSI_Creative Problem Solving Institute, fundação ligada à universidade de Bufallo.  Ali, por mais de 30 anos, aplica-se no mundo corporativo uma metodologia permissionária de incontáveis soluções criativas e a identificação de oportunidades de negócios. É a busca pela inovação como diferencial competitivo.

O mundo é movido pelas ideias, consequência da capacidade criativa das pessoas que podem ou não gerar inovação. Ideias, criatividade e inovação mudam o mundo.
Onde e quando nasce uma (nova)ideia ?
Quem vende e quem compra a (nova)ideia ?
Quanto custa uma (nova)ideia ?

Empresas desconhecem que a pesquisa em universidade é alternativa para agregarem tecnologia  em produtos e processos, daí a ausência de investimentos na área educacional.
Como tudo que é grande começa pequeno, à escola urge empregar muitas forças para o estímulo da pesquisa, a partir das tradicionais Semana de Ciências, Iniciação Científica, Projetos Experimentais, etc. etc., com grande possibilidade de desaguar nas pós-graduações que hoje, embora com números expressivos, ainda não atende a inovação tecnológica diante da timidez de nossas empresas, para as quais, parece, é mais barato comprar pronto.
Temos uma produção científica apreciável, perto de 10 mil por ano, de mestres e doutores, permitindo a 12a. posição mundial, mas, a maioria continua nas universidades e não na indústria, onde poderiam servir de alavanca desenvolvimentista.

Pesquisa  & Desenvolvimento(P & D).
Apenas 8 empresas nacionais(Vale, Petrobras, Embraer, Totvs, CPFL Energia, WEG, Brasken e Itautec)  estão no seleto grupo de 2 mil de capital aberto que mais investiram em P&D no ano de 2012. Destaque-se, entretanto, que atuam muito pela “inovação aberta”, ou seja, concorrentes querendo desenvolver algum tipo de tecnologia mais básica, em conjunto, compartilhando resultados.
Quanto à “inovação de ruptura”, a que quebra paradigmas estabelecidos, está relacionada à criação de produtos e processos, voltadas para o futuro,  quando a empresa pode mais facilmente criar algo de fato novo no campo de atuação.
A grande realidade, porém, é que para boa parte das empresas nacionais
falta um olhar para fora e com isso dar sustentação aos investimentos em P&D e assim enxergar as condições competitivas. O ruim é que só inovam quando estão perdendo mercado ou porque têm custo de produção mais alto.

Inovação sem Embromação



Prof. Roney Signorini
Assessor e Consultor Educacional

Acho que está faltando coragem para a sociedade/escola assumir um papel de destaque em pesquisas, inovações e tecnologias, elegendo caminho que  é/será mais propício ao/no futuro nacional e do mundo.

Podemos até admirar mas será impossível copiar (matéria da revista Exame).  Como o combustível da pesquisa é $$$, mesmo pequenas alocações próprias podem/devem gerar resultados na educação.
Criatividade e inovação podem se constituir em corolário[1].
Conforme Marcos Cintra, “no Brasil não temos a cultura de desinibir a capacidade criativa pois as regras sociais são restritivas, como o medo de errar que destacam a concordância e a acomodação”, em vez da ousadia e da descoberta pelo novo.
Padecemos de um histórico processo de vitimização e coitadice, creio, sem igual no planeta. Observe o semblante dos que o rodeiam, na rua, no metrô, na igreja e até na escola. Antropologicamente, estão sempre com o pires na mão, não só na porta das igrejas.  É muita maldade, preconceito ou presunção de minha parte ?

Comecemos por uma pergunta:
O que precisamos fazer para sair do imobilismo ?
Imobilismo é medo. Medo dos desafios pois somos/fomos acostumados às  zonas de conforto nas décadas de 80-90 e até 2000. Senão também, incapacitados de pensar em caminhos diferentes, criar alternativas, ter ideias que inovem e gerem resultados. Com tais bloqueios perde-se grandes oportunidades.
Para transitar em uma miríade, na universidade particular, não temos nada: experiência, produtos acabados, preço, atendimento a todo tipo de demandas, incentivo, orientação pragmática, desconhecemos os pisos das fábricas, não criamos nem mantemos Empresas Juniores, departamentos de estágios à altura das necessidades sociais, estímulos de todas ordens, ausência de laboratórios.

1
Ultimamente a mídia resolveu adotar a pauta da inovação tecnológica estabelecendo um colar de tags,  preponderando as palavras investimento, tecnologia e empreendedorismo, consagrando a esse tripé a condição de sustentação da evolução, da inovação e de forças capazes de alavancar o futuro nacional.

2
Criatividade e Inovação (?) A Arezzo criou( ou inovou ?) mais de 10 mil modelos de sapatos sem nunca ter deixado de utilizar o que todo sapato tem: base-plataforma –sola  e o  salto.
Mais de 300 pessoas trabalham no centro de inovação da empresa e de suas pranchetas saem 1 mil novos modelos de sapatos femininos todo mês, dos quais a triagem seleciona 170 para o varejo. E ditam moda num mercado econômico astronômico. Qual a resposta para o sucesso?

3
Pensar Diferente:  inovação é sobretudo criar ideias que geram resultados. Refletir sobre a capacidade inovadora, potencial inerente a todo ser humano,  é oportunidade para destacar a criatividade que precisa somente ser estimulada para se manifestar. Estas são, dentre outras, as condições para um processo criativo desenvolvido no CPSI_Creative Problem Solving Institute, fundação ligada à universidade de Bufallo.  Ali, por mais de 30 anos, aplica-se no mundo corporativo uma metodologia permissionária de incontáveis soluções criativas e a identificação de oportunidades de negócios. É a busca pela inovação como diferencial competitivo.
Não temos no país nada parecido salvo algumas experiências na ESPM e  também na FAAP. De resto desconheço

4
 Não temos um vale do silício, um MIT nem uma universidade como a de Stanford, duas das principais fábricas de startups do mundo,  que lideram nos EUA, quem sabe no planeta, os maiores avanços em tecnologia. Mas temos uma gigante, a Embrapa. Assim como os laboratórios da Cooperçucar a quem devemos grande parte do sucesso de nosso etanol, de cana, vitorioso no mundo. A Fapesp, no Estado, contribui ao seu modo. Se abandonarmos a proposta de atenção ao campo, à agricultura e pecuária, estaremos perdidos.
É possível afirmar que temos  vocação para a indústria/tecnologias ou para as comoditties?
Isso de promover mais incentivos à Zona Franca de Manaus é uma mentira pois insistir num modelo que em meio século não conseguiu criar uma economia sustentável na região é uma falácia. O que por lá foi criado e cumprido em metas de investimento em tecnologia e inovação?

5
Por obrigação, responsabilidade ou voluntariedade nossas universidades têm os planos de carreira docente, seja em regime de dedicação parcial, integral ou exclusiva mas ainda não estão sabendo usufruir delas. E com grandes prejuízos se computadas em termos de hora-aula. Se não há quem mande ou não saiba o que mandar não há obrigação de trabalho.
Não se espere proatividade docente. Aqui faz falta um Coordenador experiente e de poucos amigos.

6
Cria-se e inova-se mas os resultados não chegam à mídia que só divulga aquilo que parecer ter chegado às redações via assessorias de imprensa.  Assim elas ficam circunscritas aos grupos e redutos de interesse mais próximo e imediato. Nada como uma boa assessoria de comunicação para chegar às revistas opinativas e lograr sucesso num empréstimo junto ao BNDES. A universidade particular não tem nenhuma vitrine, salvo quando o assunto é bolsa, ações, incorporações mas nada sobre o desenvolvimento de alguma pesquisa que esta ou aquela realiza.


7
Investidores Públicos versus Particulares.
Por mais promissora que aparente ser, na área de ciência e tecnologia no Estado de São Paulo, com um bom sistema de ensino superior, além de institutos de pesquisa e da Fapesp, os custos beiram 10% do orçamento estadual, com indicadores de desempenho apenas razoáveis. Como resultado enfrenta-se um problema fundamental pois a ciência e a tecnologia resultantes não se refletem em inovação no setor produtivo. Seria um motivo da retração privada ?

8
O mundo é movido pelas ideias, consequência da capacidade criativa das pessoas que podem ou não gerar inovação. Ideias, criatividade e inovação mudam o mundo.
Onde e quando nasce uma (nova)ideia ?
Quem vende e quem compra a (nova)ideia ?
Quanto custa uma (nova)ideia ?

9
A gigante alemã de software, SAP, consolidada como líder do mercado de sistemas de gestão empresarial, teve que virar o jogo elegendo três novas frentes prioritárias: mobilidade, tecnologias de computação em nuvem e sistemas de análise de grandes volumes de dados, o big data. Tudo para se adaptar às demandas da geração Y, que começou a chegar às empresas trazendo uma familiaridade com a tecnologia antes concentrada nas áreas de TI.
Na esteira dos fatos, a SAP aposta que o cenário de TI vai mudar muito e o maior avanço será na forma como a tecnologia vai melhorar a relação das companhias e de seus consumidores e ocorrerá quando as empresas puderem prever o comportamento de seus clientes. Antes mesmo de lançar seus produtos(?).

10
Empresas desconhecem que a pesquisa em universidade é alternativa para agregarem tecnologia  em produtos e processos daí a ausência de investimentos na área educacional.
A primeira patente da Unicamp foi conseguida em 1984 e de lá para cá a quantia franciscana de 73 delas., 63 contratos de licenciamentos vigentes  e 29 programas de computador registrados. Com um aporte da Fapesp, Ismael Pereira Chagas desenvolveu um fotômetro analisador de combustível que é um sucesso mas até agosto do ano passado só conseguiu vender 50 unidades frente a um mercado de quase 40 mil postos de combustível. Ninguém saiu para vender ? O aparelho é resultado de um doutoramento na Unicamp.

11
Como tudo que é grande começa pequeno, à escola urge empregar muitas forças para o estímulo da pesquisa, a partir das tradicionais Semana de Ciências, Iniciação Científica, Projetos Experimentais, etc. etc., com grande possibilidade de desaguar nas pós-graduações que hoje, embora com números expressivos, ainda não atende a inovação tecnológica diante da timidez de nossas empresas, para as quais, parece, é mais barato comprar pronto.
Temos uma produção científica apreciável, perto de 10 mil por ano, de mestres e doutores, permitindo a 12a. posição mundial, mas, a maioria continua nas universidades e não na indústria, onde poderiam servir de alavanca desenvolvimentista. Se não empurrar não vai.

12
Pesquisa  & Desenvolvimento(P & D). Apenas 8 empresas nacionais(Vale, Petrobras, Embraer, Totvs, CPFL Energia, WEG, Brasken e Itautec)  estão no seleto grupo de 2 mil de capital aberto que mais investiram em P&D no ano de 2012. Destaque-se, entretanto, que atuam muito pela “inovação aberta”, ou seja, concorrentes querem desenvolver algum tipo de tecnologia mais básica, em conjunto, compartilhando resultados. Quanto à “inovação de ruptura”, a que quebra paradigmas estabelecidos, está relacionada à criação de produtos e processos, voltadas para o futuro,  quando a empresa pode mais facilmente criar algo de fato novo no campo de atuação.
A grande realidade, porém, é que para boa parte das empresas nacionais
falta um olhar para fora e com isso dar sustentação aos investimentos em P&D e assim enxergar as condições competitivas. O ruim é que só inovam quando estão perdendo mercado ou porque têm custo de produção mais alto.

[1]corolário:
verdade que decorre de outra, que é sua consequência necessária ou continuação natural; prosseguimento de argumentação, reflexão ou afirmação.

Herança Cultural e Estagnação Colidem com Inovação ( Parte II )



Prof. Roney Signorini
Assessor e Consultor Educacional
signorinironey1@gmail.com

Deixei aqui neste blog um artigo com o mesmo título deste.
Tratava de assunto sobre o qual me dedico atualmente com grande interesse:
inovação. Fui contemplado com a atenção de um comentário por missivista um tanto inconformado, daí hoje voltar ao tema.
Convém transcrevê-lo para oferecer sustentação pontual ao comentário:

“O artigo poderia ter explorado melhor a questão dos desafios que a inovação provoca e que precisam ser enfrentados de uma outra forma, onde a regulação não seja tão presente e a flexibilidade dentro das salas de aula seja maior, uma vez que hoje, as fronteiras do mundo em todos os seguimentos foram rompidas com o advento e a evolução constante da tecnologia.
Nossos ministros ainda estão vivendo o padrão do modelo francês, importado pela USP, que instalou e nele se fortaleceu.
A insistência da não aceitação do novo é mais forte dentro do poder público(que “amarra” os pesquisadores nos intramuros das universidades), do que talvez do próprio setor produtivo,(que prefere comprar o que está pronto, pois o investimento é menor)já que a pesquisa precisa ter consonância com o tempo e o mundo, e não pode ficar ad eternum para ser incorporada pelo mesmo. Esse é um dos motivos do não avanço tecnológico na produção.
Estamos anos luz longe dos que “vendem” tecnologia, pois demoramos muito para entender que somente o academicismo não gera produtividade.
Veja que o próprio agente de fomento inovador (o professor), está preso a modelos ultrapassados, que não levam o educando a ter uma formação mais adequada para o hoje e o amanhã. Ou seja, não há aceite do mundo do conhecimento sem fronteiras. Obrigado”

Sublinhei no texto  o que me pareceu relevante abordar agora, especialmente quanto à educação.

A inovação na educação provoca, suscita, a utilização de tecnologias de informação e comunicação(TICs) na prática docente, requer prover os alunos com computadores, exige laboratórios de informática, cobra a substituição de aulas expositivas por trabalhos em grupo e sobretudo um trabalho em EAD, uma vez que o conhecimento não tem mais quaisquer fronteiras.

É preciso estabelecer conceito de inovação na educação superior como um conjunto de alterações que afetam pontos-chave e eixos constituintes da organização do ensino, provocadas e resultantes de mudanças na sociedade e por profundas reflexões quanto à missão da educação. Sem um norte corre-se o risco de divagar, ficar à deriva com elucubrações.

Os objetivos educacionais devem ser explicitados num consistente projeto pedagógico de curso ou de instituição, considerando as novas exigências da sociedade, passando sempre por reorganização e flexibilização curricular e assim atender as novas exigências do projeto pedagógico, bem como de novas metas educacionais. Adicione-se a isso a necessidade de constantemente propor uma reconceituação da presença de disciplinas – componentes curriculares – escolhidas em função dos objetivos formativos pretendidos, atuantes, como integradoras nas atividades curriculares e evitando com isso o isolamento e a fragmentação do conhecimento.

Ainda falta acrescentar e dar primazia à substituição de metodologias tradicionais por aquelas que alcancem os objetivos educacionais, permitindo a participação do aluno em todo o processo de aprendizagem. É tarefa árdua.

Quanto à regulação, o setor está quase exaurido por confrontos com as autoridades que insistem em transformar o processo num cipoal de normas que tira o foco administrativo das instituições, que comprometidas com a finalidade a que vieram estão constantemente absorvidas com situações periféricas de
avaliações despropositadas, senão injustas e ilegais, ao desrespeito ao Sinaes.

Ainda há muita resistência à aceitação do novo, predominante no setor público,
que desconsidera alterações decorrentes das mudanças sociais, impondo ao sistema universitário nacional uma organização de modelo francês. Senão desatualizado, inoperante frente à era pós-industrial que visa explorar novas tecnologias com a informática, atividades fora do espaço da sala de aula.

Inaceitar e recusar a substituição do professor ministrador de aulas e transmissor de informações por aquele que deve exercer a mediação pedagógica numa relação de parceria, e corresponsabilidade com seus alunos,
com trabalho em equipe é mister da atualidade. Mas isso requer revisão de infraestrutura para apoio a projetos inovadores, sobre o que, parece, o governo não quer falar.

A partir do momento que se reconhece outra grande característica da inovação, como sendo o estabelecimento de parcerias com o desenvolvimento, de fortes vínculos entre as organizações (setor produtivo/produção ) e a universidade, com linhas de cooperação sem o individualismo desses dois atores, inovação deixará de ser apenas uma palavra para se colocar como fim em si mesma. Uma consequência de ações.

A China e a Educação



 Prof. Roney Signorini
Assessor e Consultor Educacional
signorinironey1@gmail.com

Há quase duas décadas a China tem se concentrado na criação de "aprendizagem do século 21". A reforma começou no ano de 1999 quando se implementou "o desenvolvimento de habilidades espirituais e implementação criativa" como uma prioridade fundamental. 
Na reforma educacional local que começou em 2004, Xangai formulou uma estrutura curricular que se destina a desenvolver alunos com "espírito nacional, perspectiva global, sentido de responsabilidade social, a capacidade de ser, aprendizagem ao longo da vida, espírito criativo, a capacidade de execução e a alfabetização em ciências e humanidades. Reestruturou seu currículo universitário em três elementos: cursos básicos, cursos de expansão e cursos de pesquisa.
Cursos básicos são semelhantes às matérias acadêmicas essenciais tradicionais necessárias a todos os estudantes.
Cursos de expansão são cursos opcionais para os alunos. Voltados a explorar os seus interesses, concretizar o seu potencial único, e desenvolver o auto-planejamento e habilidades de gestão.
Cursos de investigação são cursos baseados em indagações que ajudam os alunos a desenvolver a capacidade de identificar e resolver problemas, capacidade e espírito criativo, e habilidades colaborativas.

Destaque: as escolas chinesas proíbem a lição de casa, eliminaram os testes padronizados que foram retirados do currículo escolar.

O sistema de ensino chinês é muito competitivo e existem numerosos testes ao longo das diversas etapas do sistema. Apesar disso, os níveis de fracasso escolar são muito baixos e a taxa de alfabetização ultrapassa os 94%, segundo dados do Banco Mundial.

Ensino primário
: tem início geralmente aos seis anos de idade e é obrigatório. Costuma ter uma duração de seis anos. Durante o período de ensino obrigatório, as diretrizes de ensino prestam atenção tanto às questões meramente acadêmicas como às questões morais e laborais.

Ensino secundário
, dividido em ensino secundário do primeiro ciclo e ensino secundário do segundo ciclo. O primeiro ciclo costuma ter uma duração de 3 anos e é obrigatório (as autoridades chinesas estabeleceram um total de nove anos de ensino obrigatório). Para entrar no segundo ciclo do ensino secundário, o aluno tem de ser aprovado nos exames pertinentes. O segundo ciclo do ensino secundário também tem, de forma geral, uma duração de três anos.

Ensino profissional
: desde 1996, ano em que foi promulgada a Lei do Ensino Profissional, foram estabelecidas as bases para um ensino profissional bem estruturado. Nele diferenciam-se vários níveis.

Ensino Superior
: dentro do ensino superior, que é administrado em universidades, institutos e centros de formação profissional, teremos de distinguir a formação profissional, o ensino universitário e os cursos de pós-graduação (mestrado e doutoramento).
O ano letivo estrutura-se em dois semestres de cerca de 20 semanas cada um. O primeiro tem início em Setembro e o segundo em Fevereiro. É obrigatório assistir às aulas.

O sistema universitário chinês é estruturalmente bastante semelhante ao da maioria dos países ocidentais. O primeiro nível de estudos universitários a que os estudantes têm acesso após concluir o ensino secundário, é o undergraduate, semelhante ao grau europeu (licenciatura), que tem uma duração de quatro anos. Imediatamente a seguir encontram-se o grau de mestrado, que se estuda durante três anos. Por fim, o doutoramento, que é o nível universitário mais elevado e a sua duração consiste em três anos.

O ensino nos níveis de licenciatura (undergraduate) é realizado em chinês, embora as instituições façam um esforço cada vez maior para se internacionalizarem. Não é em vão que no nível universitário os estudantes chineses tenham de escolher pelo menos quatro cadeiras quadrimestrais em inglês. Por outro lado, nas universidades com mais percentagem de estudantes estrangeiros, os professores estrangeiros dão as suas cadeiras em inglês, sobretudo as relacionadas com o âmbito empresarial e financeiro. No caso de se fazerem os estudos em mandarim, os estudantes estrangeiros têm de fazer um ou dois anos letivos.

No que se refere ao financiamento, a China possui uma política de custos partilhados, pela qual os estudantes contribuem com uma percentagem variável e dependente do seu nível de rendimentos. Neste sentido, deve-se diferenciar os alunos que financiam eles próprios os seus estudos e os que estudam graças a uma bolsa do governo.

Esta fórmula facilita o acesso ao ensino superior aos que têm bolsas de estudo por parte do governo. Pretende-se o acesso generalizado ao ensino superior. Neste sentido, nos últimos anos implementaram-se planos específicos, orientados para pessoas com dificuldades econômicas. Estes planos incluem bolsas, isenções ou reduções de matrículas, trabalhos em part-time ou empréstimos estatais.
Os títulos básicos que se pode obter no ensino superior na China são:
Licenciado (Undergraduate degree)
Mestre (Master Degree)
Doutor (PhD ou doctoral degree) 

FONTE
: http://cursos-internacionais.universia.net/china/sistema-educativo/estrutura.html
[1]O Programme for International Student Assessment (Pisa) - – Programa Internacional de Avaliação de Estudantes - é uma iniciativa de avaliação comparada, aplicada a estudantes na faixa dos 15 anos, idade em que se pressupõe o término da escolaridade básica obrigatória na maioria dos países.O programa é desenvolvido e coordenado pela Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).-
Detalhe Importante: Segundo o último resultado do PISA 2012 (os resultados da aplicação de 2015, não foram divulgados ainda), estão no ranking nas cinco primeiras posições da lista, os países e territórios asiáticos: Cingapura, Hong Kong, Coreia do Sul, Japão e Taiwan. Em seguida vêm quatro países europeus: Finlândia, Estônia, Suíça e Holanda. O Canadá ocupa a décima posição.
O Brasil é o 60º colocado entre 76 países listados no mais recente ranking.